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Capoeira » Dicionário


Abadá: Camisolão comprido e folgado, usado pelos nagôs, semelhante ao traje nacional da Nigéria. Na capoeira, abadá significa roupa ou o uniforme do(a) Capoeirista.

Abalá: Corruptela do verbo abalar. "Por-se em movimento", "Ir para abaixo".

Acarajé: Bolinho da culinária, afro-baiana, feito de massa de feijão fradinho.

Angola: Nome de um país africano.

Anum: Pássaro preto muito popular no nordeste do Brasil. A imaginação popular associa ao negro, de maneira jocosa. O termo vem do tupi anu, vulto preto, indivíduo negro.

Apelido de capoeirista: Era utilizado para enganar os senhores de escravos e capitães do mato ao procurar capoeiristas. Hoje utilizado para apelidar os capoeiristas no seu batizado. Passam a se chamar pelo apelido no âmbito da capoeira.

Aruanda: Lugar onde moram os Orixás e as entidades superiores, para os adeptos dos cultos afro-brasileiros.

Banzo: Tristeza, saudade, nostalgia.

Bará: Qualidade de Exu, deus nagô, mensageiro entre os demais deuses e o homem.

Barra Vento: Termo náutico; "la donde onde sopra o vento". designa também o ato de perder o equilíbrio do corpo, como se sentisse uma ligeira tontura. Nome em que se dá a um toque litúrgico, nos candomblés de "nação" Angola. É, também, designativo de um golpe.

Batizado: Cerimônia de iniciação do capoeira; onde ele faz seu primeiro jogo oficial, jogando com um instrutor.

Beribá: Madeira da qual é feita o berimbau.

Besouro Mangangá: Lendário capoeirista de Santo Amaro / BA.

Cabaça: Utilizado como o ressonador no berimbau.

Calentar: Corruptela de acalentar. Em algumas cantigas: "fazer calar uma criança".

Camafeu: Pedra semi-preciosa com duas camadas de cor diferente.

Camboatá: Um tipo de peixe pequeno que vive em água-doce. Ou, segundo Teodoro Sampaio, "o que anda pelo mato".

Camará: Corruptela de camarada. Nas cantigas de a acepção de companheiro.

Candomblé: Religião dos negros lorubá, na Bahia.

Capitão-do-mato: Indivíduo que se dedicava à captura de escravos foragidos.

Capoeira de Angola: Capoeira que surgiu na época da escravidão. Possui rítmo lento, trabalha com ginga e malícia dos jogadores.

Capoeira Regional: Capoeira onde os movimentos são mais rápidos. Há introdução de golpes de outras lutas e os jogadores estão quase sempre de pé. Tem caráter desportivo, é praticado com método, exercícios físicos; possui regras e pode ser praticada em campeonatos.

Carmo: Ladeira de bairro em Salvador na Bahia.

Caxixi: Saquinho de palha, provido de alga ou palha, que o tocador de berimbau segura juntamente com a vareta que tange o instrumento.

Chamadas de capoeiras: Toque de berimbau, que avisa os capoeiristas que a roda está se formando.

Cintura Desprezada: Jogo de balões ensaiados (acrobacias aéreas) criado por Mestre Bimba.

Dar a volta ao mundo: Geralmente quando o capoeira vai ao chão ou está muito cansado, o capoeira faz um sinal e da uma "volta ao mundo" , ou seja, uma volta na roda, sempre no sentido anti-horário.

Dendê: Planta da família das palmáceas, conhecida ou dendezeiro. O dendê foi trazido para o Brasil pelos negros africanos. Para Alexandre da Silva Correa, os negros usavam dele para untar o corpo, ficar com a pele macia e lustrosa. Também é usada como tempero, óleo e outros.

Dobrão: Moeda utilizada para tocar o berimbau.

Esquenta Banho: Luta de capoeira sem acompanhamento dos instrumentos, após a aula na Academia de Mestre Bimba.

Formatura: Cerimônia de graduação para um novo instrutor, professor ou mestre de capoeira.

Ginga: Balanço do corpo de um lado para outro, ritmado, que exprime cadência ao jogo; movimento fundamental da capoeira.

Graduado: Estágio onde o capoeira já tem um certo domínio da capoeira e já está preparado para dar aulas.

Grão-mestre: O mais alto nível que um capoeira pode chegar; domínio total da capoeira.

Iaiá / Ioiô: Diminutivo de sinhá / Diminutivo de sinhô.

Iê: Interjeição que, na capoeira significa silêncio e atenção; usado para interromper o jogo de capoeira na roda ou para substituir os jogadores.

Iuna: Toque de berimbau sem canto, criado por mestre Bimba. Jogado por alunos mais avançados, onde predominam os floreios na roda.

Iemanjá: Orixá feminino, rainha do mar.

Maculelê: Misto de dança de bastões, de Santo Amaro, remanescente dos antigos cucumbis, incorporada à capoeira e demonstrada em apresentações e cerimônias de batismo; dança guerreira.

Mandingueiro: Corruptela de mandingueiro. Deriva de mandinga, feitiço, bruxaria.

Matrinxã: Peixe de água doce.

Orixá: Divindade das religiões afro-brasileiras.

Patuá: Amuleto Protetor. Cordão utilizados pelos escravos negros reverenciando algum protetor.

Quilombo: Lugar onde se escondiam os escravos fugidos. Sendo Palmares o mais famoso.

Roda: Círculo formado por capoeiristas, onde duas pessoas, ao centro, jogam capoeira, sendo substituídas por outras ao decorrer do jogo.

Senzala: Local onde morava os escravos, sob o comando de um senhor de terras.

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